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Em Brumadinho, quem chegou primeiro foi o SUS

Em Brumadinho, quem chegou primeiro foi o SUS

 

Nas ações de urgência e emergência; na solução e mitigação de endemias e epidemias; nas políticas de regulação e fiscalização à saúde do trabalhador e da trabalhadora; em toda a cadeia de proteção, prevenção e reabilitação que antecedem e, infelizmente, sucedem tragédias como a ocorrida em Brumadinho, há exata uma semana, há trabalhadores, gestores e usuários do SUS.

O SUS e a Saúde Pública estão presentes tanto no resgate, com o helicóptero do SAMU operado pelo Corpo de Bombeiros, como no atendimento imediato dos sobreviventes no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII e no Hospital Risoleta Tolentino Neves, ambos de natureza pública e voltados para a rede SUS.

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Degradação florestal contribui para transmissão da febre maculosa

Degradação florestal contribui para transmissão da febre maculosa

Nas regiões norte e sul da zona metropolitana de São Paulo, onde há fragmentos de Mata Atlântica, é possível encontrar uma espécie de carrapato, denominadaAmblyomma aureolatum – conhecida como carrapato amarelo do cão –, que é um dos transmissores da febre maculosa (ou “febre do carrapato”).

Entretanto, enquanto a região sul – compreendida pelos municípios de Diadema, São Bernardo e Santo André – registra desde os anos 1920 um grande número de casos da doença, na região norte – composta pela Serra da Cantareira e os municípios de Mairiporã, Arujá e Nazaré Paulista – não há notificação da zoonose.

Um estudo realizado por pesquisadores da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP) identificou uma hipótese para explicar a diferença no número de casos da doença entre as duas regiões da cidade.

Os pesquisadores observaram que a ocorrência da febre maculosa está relacionada ao estado de conservação dos fragmentos florestais nas quais está o carrapato transmissor.

As áreas nas quais os fragmentos florestais estão mais conservados e apresentam maior diversidade de espécies de animais, como as da região norte de São Paulo, não apresentam casos da doença. Já em áreas onde a vegetação foi destruída e poucas espécies de animais permaneceram, como na região sul da cidade, há maior incidência de febre maculosa.

Os resultados do estudo, realizado com apoio da Fapesp, foram publicados no periódico Parasitology e irão nortear o controle da febre maculosa na região metropolitana de São Paulo.

(Com Agência Fapesp)

“Resultado de estudo irá nortear o controle da zoonose na região metropolitana de São Paulo. Carrapatos de cães transmitem a doença a humanos”

 

Notícia enviada por: Cora Pichler de Oliveira

Fonte : UOL –  São Paulo

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